#AugustBreak – dia 4: Where I live…

Onde eu moro…

… um pulo e estou fora de Praga, um salto mais longo e estou no centro da cidade. É como viver numa vila pacata e ter Praga no quintal.
… o silêncio dá lugar aos passarinhos cantadores pela manhã e aos vizinhos chineses discutindo conversando em horários aleatórios.
… há casas que já viram muito mais anos de história do que os que somo na carteira de identidade — e algumas delas tem até nome!
… os jardins das casas comportam flores, maçãs, ameixas, cerejas ou (inusitadamente) um barco que é certo já não vê o mar há tempos.
… o campus universitário dá um toque de juventude e diversidade cultural à vizinhança.
… os pais jovens levam seus pequenos para tomar ar fresco numa caminhada quase diária; os velhinhos levam seus cachorros passear diariamente.
… vejo tantas chegadas e partidas nos aviões voando baixinho no horizonte.

Onde moro é como uma pacata vila, mas Praga em toda sua beleza está logo ali, dobrando a esquina.

Praga, ainda tão bonita como nessa foto de 2010

#AugustBreak2017

 

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Voltei!

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Olá, Praga! Pois sim, voltei!

Um ano na Eslovaquia num piscar de olhos. Um piscar de olhos e já se somam dias suficientes para dizer que há um mês tenho um novo cep, num novo-velho conhecido país, Republica Tcheca. Não sabia que minha ausência no blog haveria de encobrir o fim e o começo de tudo. Mas também não sabia quão necessario seria nos mudarmos antes que abril chegasse.

24.03 – 31.03: uma semana de necessaria limpeza, desentendimentos, burocracias, mais limpeza, caixas cheias, caixas vazias, móveis sofridamente montados, moveis carinhosamente celebrados, coisas organizadas, coisas apenas temporariamente escondidas… uma semana de pizza e coca-cola.

Um mês em Praga. Aqui e ali ainda tropeçamos na bagunça, mas olhando ao redor já se sente uma atmosfera de casa. No mais, quero cortinas de renda, vasos de tulipas, um cantinho aconchegante para ler. Quero fotos nas paredes e cadeiras na varanda. Quero visitas e jantares. Quero o ar companheiro do dia-a-dia, pois isso sim faz/fará daqui um lar.

Praga, estou de volta (espero que agora seja mesmo para ficar).

Janeiro devagarinho

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O primeiro dia útil do ano talvez tenha se confundido no calendário: vestiu-se de branco como quem se apronta para a festa de Reveillon. Mas dia 4, segunda-feira, era dia de trabalhar. E da janela do meu escritório assisti o laranja dos telhados desaparecer sob o branco dos gordos flocos de neve que caíam. Caíam?! Na verdade, eles pareciam dançar no ar, quase flutuando. Fiquei ali observando a falta de pressa dos flocos de neve e recordando a primeira vez que vi essas coisinhas abandonadas a mercê do vento. Era dezembro de 2010 e o mundo além da minha janela parecia acontecer em câmera lenta. “Acho que está nevando.”, pensei comigo. Achava, não tinha certeza.

O primeiro dia útil de 2016, não deixa dúvidas. Sim, esteve nevando. No fim do expediente, no caminho de casa, as ruas já não eram as mesmas que tinham me trazido pela manhã. Assim começou janeiro, devagarinho, a passos de pinguim. Afinal, na neve não há espaço para pressa.

Que seja então, 2016 um passo de cada vez.

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Recebendo o ano novo (em dose dupla)

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Fogos na virada, sim senhor. Mas aqui o que se segue à contagem regressiva é apenas a primeira boas vindas ao novo ano. Além do show a meia noite (promovido pelos hoteis e restaurantes), há ainda uma queima de fogos nas primeiras horas da noite do primeiro dia do ano, i.e., às 18 horas do dia 01.01 o espetáculo se repete (dessa vez com dinheiro da prefeitura). A queima de fogos (oficial) que acontece na noite do dia 1º não é mera festividade de Reveillon, vem celebrar também a formação da República Tcheca enquanto país (veja mais sobre os fogos de 2016 AQUI). Há quem diga que a queima de fogos às 18h é a festa de ano novo das famílias (já que os bêbados da virada possivelmente ainda estão em casa curando a ressaca…hehe).

Seja pelo motivo que for, não acho ruim assistir a duas queima de fogos. Praga é ou não é o lugar para festejar a chegada de um novo ano?! 😉

Eu vi vocês correndo no verão passado

Aconteceu num fim de tarde em junho ano passado – e arrisco dizer dizer que foi justamente no solstício de verão. Finalmente eu podia levar meus vestidinhos para ‘passear’ e naquele dia eu tinha planos de encontrar uma galerinha para umas margaritas depois do trabalho. Só não contava que ao dobrar a esquina, ainda a poucos metros do instituto, ia me deparar com uma competição: um grupo de homens apostando corrida… só de cuecas. O negócio era tão sério que até a pistola para o tiro da largada estava lá fazendo seu trabalho e ignorando a quase nudez dos corredores.

Fotos?! Sinto muito, não há. Fiquei ali olhando aquilo acontecer e me perguntando se já estava tendo alucinações antes do álcool.

Praga nunca para de me surpreender. Mas cá entre nós: antes cuecas que calcinha e sutiãs correndo por aí 😉

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