Uma estrada qualquer na Moravia (Czechia)

Sexta-feira. De manhã estou na faculdade de engenharia como que promovendo gauge integrals. A tarde, visita burocrática no instituto. A noite, as ensolaradas 18h, estamos em terras tchecas. E depois de jantar sopa de feijão e falar de pés de tomates selvagens, estamos na estrada. Uma estrada qualquer, que talvez até fosse para num calendário; dessas com uma fileira de árvores de cada lado a determinar onde termina a estrada e onde começam as plantações, ainda verdes, de trigo. Uma estrada que noutra vida deve ter sido um passeio que viu muitos glutões. Suas árvores não são puramente frondosas, são cerejeiras – hoje carregadas de frutos num provocativo vermelho a atiçar os motoristas.

Sexta-feira, noite clara, e estamos pendurados nos galhos dessas provocadoras.image

E embora sejam árvores sem dono, parece existir um suculento sabor de fruto surrupiado somado ao doce-azedo de cada cereja. Não há sacolas, não se trata de  algo premeditado. Tudo acontece no aqui-agora, o quanto couber nas mãos, na boca e no estomâgo.image

Na volta pra casa, língua de fora – como se isso pudesse aumentar a capacidade de armazenamento do estômago.image

Na volta pra casa, apontam a estrada das peras, das nozes… e minha gula da pulos de ansiedade, já sonhando o outono na Moravia que há trazer essas delícias 🙂

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