Bookshelf 2016 in review

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“Toda luz que não podemos ver”

2016 foi um ano movimentado na minha estante de livros (real e virtual). Inspirada pelo dia do leitor que se aproxima (07 de janeiro), peguei um desafio de literatura e converti numa análise sobre as leituras do ano que passou. Aí vai:

– o melhor do ano: Toda luz que não podemos ver, Anthony Doerr

– o que menos gostei: Nas montanhas da loucura, H. P. Lovecraft

– o que me fez rir: A arte da procrastinação, John Perry (poderia citar muitos outros, mas escolhi o mais improvável)

– o que me fez chorar: Como eu era antes de você, Jojo Moyes (não no romance onde todas outras pessoas choraram, mas num momento de apoio entre irmãs)

– o que não consegui largar antes de terminar: O presente, Cecelia Arhen

– o que sofri para chegar ao fim: Alice no país das maravilhas, Lewis Carrol

– o que reli: Isso ninguém me tira, Ana Maria Machado

(depois de ‘anos na fila de espera’) enfim li: Shawshank redemption, Stephen King

– o que continua na fila de espera: The good soldier Svejk, Jaroslav Hasek

– o que continuarei a ler em 2017: Big magic, Elizabeth Gilbert

E você? O que me conta sobre suas leituras de 2016?

Um livro para lhe fazer companhia

Quase 7 meses completos no calendário de 2016 e 14 livros nas minha lista de leituras. E se tivesse de escolher um, será que fica mal dizer que escolheria o mais recente?

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Toda luz que não podemos ver – Anthony Doerr

Sentindo o mundo de Marie-Laure, penso quantas vezes passei por lugares sem de fato me aperceber de sua totalidade, aquilo que vai além do que os olhos nos mostram. Depois de Marie-Laure, me deu vontade de revistar lugares que digo conhecer e redescobri-los de olhos fechados. Me deu vontade conhecer novos lugares através dessa luz que não se vê.

Foram páginas (porcentagens!) de leitura saboreando as metáforas de Anthony Doerr – que fizeram desse livro profundo (de realidade turva) algo leve, sensível, quase poético.

Foram páginas de leitura pensando aqueles que eu gostaria que lessem. Foram páginas de leitura querendo recomendar este livro; travando uma batalha comigo mesma para não fazê-lo (pois creio que o código dos bookworms não permite sugerir uma leitura sem antes conhecer o fim da estória).

Mas agora terminei e recomendo.

Dear books…

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Dear books,

which of those boxes is now your hiding place? You will say that I should know – after all, I was the one who put you in this situation. I’m sorry if it’s been too cramped or dusty wherever you are now; it’s not been much different out here, believe me. But, listen, if there is something which has been saving me in these cramped-dusty days, this thing is you… well, some of you. Because, of course, two or three books didn’t go missing in this mess… I had to have some of you close to me so that I would not feel so lonely in this journey till here, till today.

You are always a good companionship, a good friend – even when your words bring no advices/solutions to my problems and concerns. Remember when I was 14 and I asked you to help me to forget that Platonic passion, the drummer boy?! We, you and me, we were together all the time. It did work well ‘against’ the infatuation – except for me becoming obsessed with you then.

You and my love life… you always making my boyfriend’s life easier when they were struggling to buy me a B-day or X-mas gift. You and my love life… you always making my boyfriend’s life harder by putting ideas into my head (good ones and not so good as well).

You, you are my love life. Making me laugh, making me cry. Teaching me or just distracting me. Yet, I have to confess that this non-monogamous relationship doesn’t seem enough to me. I would need two or three lives to really have you all… you ALL, dear books. For now, I’m glad to know I have at least quite a few of you here, somewhere, in those boxes. I promise I’ll soon find a good place for you and I hope you enjoy the stay here.

Ever yours,
Gi


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Este post é minha participação no projeto April Love, que neste ano se traduz em um mês de cartas de amor. Leia mais no blog Susanna Conway.

Um dia para quem lê

E foi numa dessas ondas de (des)informação que a internet nos traz que descobri que hoje, 7 de janeiro, é dia do leitor. Seguindo a onda, fui levada a uma ‘paragem’ onde descobri os grandes livros publicados no ano que nasci (veja o seu também AQUI). Verdade ou não, a coincidência me fez escrever esse post para contar que o tal livro, aquele importante do ano que nasci, mora na cabeceira da minha cama neste exato momento:imageedit_2_5790628150

Crónica de una muerte anunciada Gabriel García Márquez

Ainda essa semana estava a ‘suspirar’ meu amor pelos livros na face: listei 10 livros que foram importantes para mim. Aproveitando o post, compartilho com vocês parte da minha lista (na ordem em que foram lidos) e, brevemente, o que faz cada um deles importante.

1. Isso ninguém me tira, Ana Maria Machado (infanto-juvenil)
– moldando na adolescente Gi o significado da palavra ‘determinação’

2. A rosa de junho, Teresa Noronha (infanto-juvenil)
– embutindo no meu eu-adolescente o desejo de ser nômade e a fé nos recomeços (em cada nova cidade)

3. A pontes de Madison, Robert James Waller
– (também li na aborrecência) quando entendi que mãe também é mulher

4. O dia do curinga, Jostein Gaarder
– pela filosofia diluída e pela interessante contagem do tempo que me fez ver que na vida quase tudo é mera convenção

5. Ramsés (a coleção), Christian Jacq
– o marco de uma época (a facul) e dos amigos que comigo compartilharam essa leitura

6. A viagem de Theo, Catherine Clement
– o Japão, as cerejeiras, o entendimento do quão efêmera é a beleza e a vida

7. O Zahir, Paulo Coelho
– o que é (deve ser ou não ser) um relacionamento

8. Melancia, Marian Keyes
– além das risadas, uma influencia no meu jeito de pensar/escrever

9. A mulher do viajante do tempo, Audrey Niffenegger
– ah, como eu queria saber essa constância no amor

10. O retrato de Dorian Gray, Oscar Wilde
– uma obra de arte em palavras

E você? Me fala de ao menos um dos livros que lhe é importante 😉


Saiba sobre os livros que leio AQUI

#AugustBreak, dia 17 – reading

Agosto chegou e com ele o projeto fotográfico August Break – do qual participei nos dois últimos anos, veja AQUI. O tema de hoje é reading. Sendo eu uma bookworm confessa, reading é parte do meu dia-a-dia. Compartilho um trechinho do que andei lendo semana passada:imageedit_3_9339433845Gostou?! E se eu disser que isso é Paulo Coelho, continua gostando?!


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