Devín – uma escapadinha da capital

Era ainda abril em nossa nova casa quando nos vimos desejosos de dar uma fugidinha da capital Eslovaca. Sem muito planejamento, exceto uma conferida na previsão do tempo, fomos conhecer a (não-)Bratislava que fica no fim da linha 29 de ônibus… o castelo de Devín.

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Como acontece com a maioria dos castelos da Eslováquia, hoje Devín não é muito mais do uma coleção de muros, uma ruína bem organizada.d1d2

O castelo de Devín está localizado no ponto onde o rio Morava encontra o Danúbio. Por sua história passaram celtas, romanos, tcheco-eslovacos, encontrando seu fim nas mãos das tropas de Napoleão.d3

Hoje é passeio para turistas e locais, com eventos pipocando durante o ano —  em abril, por exemplo, era tempo da festa para a queima das bruxas (tal qual em Czechlands).d4

Bom passeio e dovidenia!

Da janela do trem

numa dessas idas e vindas pela Eslovaquia, pintei em palavras a janela do trem:

 

Hoje o céu não está azul, agora nesse trecho da viagem já não há Tatras. O céu é de um esbranquiçado com nuvens destacadas que mais parecem pintura em gauche. Sem contornos definidos, elas escurecem, clareiam, se emendam, é quase como se não tivessem profundidade… são nuvens sem ‘fofura’, planas, um sopro de aquarela em tons de branco e cinza.

Enquanto isso, na terra, um mar de campos amarelos a perder de vista. Canola, rapeseed, colza; tenha o nome que tiver, é bonito de ver. Um perfeito contraste à neutralidade do céu. É como se o sol, escondido sob camadas de nuvens em tinta gauche, encontrasse seu substituto no reluzir dourado dos campos; como se fosse a realização de todos desenhos infantis em que o sol não passa de um círculo amarelo.

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Rajecké Teplice, Eslováquia

Como prometido: um post pra falar dos dias que passei no país vizinho. Foram cinco dias na cidade de Rajecké Teplice, região montanhosa da Eslováquia.

vista da sacado do hotel

Engraçado pensar que depois de 5 horas dentro de um trem eu estava em outro país (em geral esse é o tempo que levo no trajeto minha-casa x casa-da-mamy, aí no Brasil).

Prevista na programação da conferência, um passeio nas montanhas.

Uma trilha de apenas 16 km. Resultado:

Graças as aspirinas alemãs da minha companheira de quarto e a sauna relaxante, no dia seguinte tive fôlego pra mais um passeio: Hrad Strečno

Strečno Castle

Embora em termos matemáticos a Conference on Differential and Difference Equations and Applications não seja bem a minha área de pesquisa, foi uma experiência acadêmica impar. Uma brasileira entre tchecos, eslovacos, russos, ucranianos, poloneses, alemães, romenos, portugueses…excelentes matemáticos que não esqueceram como é bom conversar, rir, dividir uma cerveja, dançar…enfim: ainda PESSOAS!!

Encerro com a música que, acreditem ou não, tocou na welcome party e tooooooooooodo mundo dançou.

Ausência

Informativo aos que sentiram minha falta na semana que passou: depois da super auto-crítica no seminário, resolvi tirar folga do mundo…hehehe…brincadeirinha!

Eu estava na Eslováquia, minha primeira conferência internacional. Nem eu contava cruzar fronteiras na Europa tão cedo. É claro que não vivi só de matemática essa semana.

era uma casa muito engraçada…

momento Amelie Poulin

Essas são apenas algumas fotos da vizinhança do hotel. Deixo os detalhes sobre Rajecké Teplice para outro post. No mais posso dizer que (graças a uma pessoa) voltei de lá me sentindo um pouco mais eu.

Pensei muito nesse filme esses dias e acho que cabe bem no assunto, aí vai (embora eu sequer tenha dito quem/o que é esse tal assunto).

Bjocas!!