Primeiro de maio, (em Praga) dia do amor

Primeiro de maio, dia de subir Petřín, beijar sob as cerejeiras e com isso receber as bençãos de um amor jovem pelas mãos do poeta que escreveu Máj — ou assim reza a lenda do den lásky, o dia do amor em Praga.

Aí você me lembra que não estou em Praga.
Pois é, esse ano não houve Petřín para nós; mas o dia do amor, esse ‘inventamos’ ainda em março, ainda em Czechlands, sob amendoeiras em flor.imageedit_3_4377648830

Mesmo não eternizado pela poesia de Mácha, um jardim em Hustopeče tem chamado atenção, criando quase um local den lásky em meados de março, quando florescem as amendoeiras.

Então, num sábado ensolarado, percorremos os 32 km que separam Hustopeče de Brno, na Moravia do sul, e fomos descobrir a beleza das amendoeiras que ainda não se tinham desmanchado numa chuva de pétalas.imageedit_8_6068407479imageedit_11_4357970017

Entre aquelas árvores que, ignorando as marcas da avançada idade, se enfeitavam de flores eu pensava em Maria Betânia e sua canção Depois de ter você. “.. pra que amendoeiras pelas ruas?”, ela canta. Acho que numa visita a esse jardim em Hustopeče e entende-se o porquê. Pra que amendoeiras?! Para ‘abençoar’ os casais que se beijarem sob seus galhos floridos com um amor sempre jovem… como numa versão da (romântica) lenda que se perpetua em Petřín. 

P.S. A popularidade desse jardim tem crescido e nos últimos anos o desabrochar das flores acompanha uma série de eventos (veja AQUI para o festival ocorrido em 2016).

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Looking forward to…

… kissing under the cherry trees in Petřín – the Czech celebration of love on May 1st.DSC06088_3648x2736

And you? What are you looking forward to?


THIS POST IS PART OF A SERIES, COMBINING SNAPSHOTS AND EXPECTATION. See more HERE

Sakura (Czech version)

Sakura, ou o desabrochar das flores de cerejeira.

Um momento tão importante na cultura japonesa que é quase como se houvesse um intervalo na vida cotidiana para contemplá-las.

“A flor desabrocha, resplandece de brancura, no instante seguinte não existe mais. Pétala após pétala, ela morre, o vento a expulsa, como nós…”
(Catherine Clément – A viagem de Théo)

Não sei dizer quando foi que me apaixonei pelas cerejeiras – terá sido depois de Théo? O que me diz amigo M.?

Vim falar das cerejeiras, não porque suas flores estiveram enfeitando as ruas de Praga durante boa parte do mês de abril. Vim falar de sakura pois também os tchecos fazem notar a beleza efêmera dessas flores; hoje, 1° de maio…den lásky, dia do amor. Em Praga, rejuvenescer o amor é subir o monte do parque Petřín, beijar sob as cerejeiras em flor ou ainda, oferecer flores à estátua de Karel Hynek Mácha e assim ganhar as bençãos do poeta.

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É claro que fui até lá pra garantir a juventude do amor, mas das cerejeiras…nem flores, nem cerejas. Na verdade, o dia do amor não teve sequer céu azul. O que não significa que Petřín deixou de ver casais, beijos e festa. O que não significa também que deixo de ter meu registro de sakura.

(a caminho do trabalho)

(a caminho do trabalho)

As fotos que seguem, registro de uma caminhada por ruelas da vizinhança num domingo de sol, mostram que até mesmo uma câmera compacta pode fazer muito mais que o automático quando nas mãos da pessoa certa – no caso, meu respectivo. Obrigada, namorado 🙂

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“Como nos dias de nossa vida vai-se a flor da cerejeira”
“É preciso amar o presente”
(trecho de A viagem de Théo)