dia 11. Handwriting

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…entre journals, cartas, bilhetes, cálculos matemáticos… entre tantas anotações nessa minha letra que já foi melhor (mas também já foi pior), minha escolha é essa folha empenada de tanto molha-seca, engordurada de manteiga, sujinha por qualquer dos ingrediente nela é mencionada. Minha escolha vai além das condições do papel pois seu conteúdo é valioso e carrego comigo desde 2005.

Minha escolha para handwriting é gulosa. Tem gosto de amizade e cheiro de paraíso (pois se o paraíso não cheirar canela deve ser apenas porque a cozinheira está de folga). Que tal experimentar?!

#August Break 2014


P.S. Esse post dedico a Si e a Li – afinal não sei qual de vocês é a dona da receita, mas sei que o bolo tem um gosto especial de amizade pelas duas.

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Enquanto o Sr. Forno não vem

Venho por meio deste perturbar a paz da sua tarde pra fazer uma perguntinha báaaaaaaaasica: alguém aí já testou isso que chamam bolo de caneca de microondas?

Pois é, cansada dessa vida de não-boleira, resolvi apelar. Na verdade, contrário ao que se lê no título, o Sr. Forno até já veio (contei nesse post AQUI), mas acontece que – uma semana depois e – ele continua habitando o chão da sala. Já o microondas, esse existe aqui desde que me juntei ao respectivo e só hoje pensei que ele poderia fazer mais que promover apenas minha felicidade com pipoca.

Bolo de caneca era pra ser algo simples, certo? Tipo: coloca os ingredientes na caneca, mistura, leva a caneca pro microondas, uns minutinhos e…pronto, isso é tudo. Quem disse que consegui?!

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Então o que era pra ser um rápido bolo de caneca virou uma (quase) produção em série depois que vi que funcionava.

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Bem…sobre ‘funcionar’…foi isso o que pensei quando o fulaninho aí saiu do forno. Só não contava que, enquanto eu preparava a massa pra segunda rodada, o bolo n°1 sofreria uma metamorfose. A tal sobremesa era agora uma arma de defesa pessoal: uma pedra. 😦

Talvez eu devesse ter optado por um bolo de frigideira como me recomendaram os amigos que consultei a respeito. Mas que fazer se não confio nesse fogão (por resistência ou convecção ou seja lá como essa m…digo, essa coisa funciona). Passados os 10 minutos de depressão, entendi que aquele bolo-pedra não estava assim por vontade própria ou por eu ter poderes tal qual Medusa. No vocabulário dos microondas, ‘endurecer’ significa simplesmente ‘queimar’.

Então, era só uma questão de tempo e…tcharam…bolo de caneca…

DSC05893_2592x1944…ou não exatamente.

Fato é que o café da manhã de amanhã já está pronto e fofinho. Agora com licença, vou ali fazer uma calda…afinal se é pra ser gordice, que seja uma gordice bem feita 🙂

* * *
P.S. Agradeço aos amigos que hoje me aturaram com esse papo ‘dona de casa’ via email e também a blogueira Vânia cuja sugestão deixada num post passado acabou por inspirar tudo isso.

Que comece 2014…

“O ano começa só depois do Carnaval”
É o que dizem, certo? E embora não seja o tipo que apoia essa ideia (pois isso significaria que vim adiando a vida nesses 60 e tantos dias)…pois bem, embora não concorde, o fim do Carnaval neste ano marcou dois inícios importantes: a chegada do forno e o retorno à academia.

(forno a espera de uma acomodação na cozinha)

(forno a espera de uma acomodação na cozinha)

E cá entre nós, não poderia haver simultaneidade melhor que essa. Analise comigo. Se por um lado o forno implica mais atividade gastronômica; por outro lado a academia será fundamental para que eu continue cabendo nas minhas calças.

Com essa combinação perfeita (forno+malhação), já que não preciso me preocupar com possíveis-futuras gordurinhas; que tal me sugerir o prato de estreia? Não sou cozinheira de verdade, sou apenas uma matemática brincando de panelinhas, mas acho que engano bem. Então, venham me fazer companhia na cozinha! 😉

Um outono de maçãs

Passado o mês pleno de dúvidas calendariais, estamos acertados de que é Dezembro (até neva no meu blog) e não falta muito para a despedida do Outono. Desde criança ouço dizer que essa é a estação das frutas. Se é ou não é, nunca cheguei a saber. Afinal, a meu ver, Outono num país tropical define-se por negação: não-inverno, não-verão e tão pouco primavera.

Aqui, Outono é a visível mudança do verde para o laranja-amarelo-vermelho. E se Outono tivesse de ser uma fruta, haveria de ser maçã. Photo0208

Ao menos foi assim que aconteceu pra mim: chegar em casa e descobrir uma caixa cheia de maçãs. Não dessas ajustadamente perfeitas que ‘vêm’ do saquinho com emblema da Turma da Mônica. Maçãs de verdade, que se colhe no pé da macieira…arvores essas que reinam livres e absolutas por aqui. E eu, que de maçã só sei fazer bolo com aveia e canela (receita da Si que descobri ter vindo da tia Li), precisei estudar. O químico da casa perdeu o posto no laboratório experimental que virou a cozinha e passou a simples cobaia. Entre sucessos e insucessos, as maçãs viraram:

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Photo0212cheesecake (com smetana); cuca (desastrosa);  torta com massa folhada e creme de tvaroh, cuca (dessa vez de verdade); mini folhados…

A caixa foi se esvaziando aos poucos e no fim o tempo de maçãs foi tudo, menos bolo.
Hum…talvez isso justifique minha cobaia aparecer em casa essa semana com mais maçãs (um pedido silencioso pelo bolo?!). Acho que vou precisar reiniciar minha pesquisa por novas receitas…rs

Eu só queria comer

Domingo a noite, friozinho, pede sopa. E nessa minha atual condição de moradora temporária de flat sem apetrechos de cozinha (apesar da cozinha em si ser linda), apelei para sopa pronta…pois é. EUzinha comprando comida pronta.

Eu só queria comer, mas…o que eu faço com o tcheco?!

Do meu bom conhecimento de matematiquês identifico que leva de 3 a 4 minutos. Creio que mikrovinné é microondas e…paro por aí. Como então eu poderia descobrir que antes de levar ao forno é preciso fazer furinhos na tampa plástica? Não descobriria, certamente o potinho ia explodir sujando todo o microondas. Salve São Google (o tradutor). E ‘salve, salve’ o kit de costura que coloquei na mala, do contrário (sem faca ou garfo verdadeiros) não haveria furinhos. O saldo final: barriga cheia e microondas limpinho.

* * * Observações pós-janta * * *

P.S. 1 Descobri essas instruções na embalagem quando fui jogar fora. Auto-explicativas, não? Nem precisava tradutor (só precisava OLHAR a embalagem)

P.S. 2 Recém chegados, para equipar minha cozinha: um prato by 19.9 kc e talheres (que não vou contar que são de plástico e tem desenhos de festa de aniversário no cabo)