#AugustBreak – dia 9: Postcards

Ainda ontem uma pessoa querida me disse: “Você é das antigas, dessas que usa carta.” Pois é, não sou dada a souvenirs, mas em cada passeio ao menos um cartão postal há de voltar comigo — e, com sorte, encontrará seu caminho para uma caixa de correio especial.

Há três anos atrás escrevia um post sobre os postais escondidos-esquecidos em minhas gavetas (veja AQUI). Três anos depois continuo a acumular histórias não contadas em formato de postais. Mas vez ou outra, quando acontece eu revisitar essa coleção (e sim, acontece), meus olhos redescobrem esses lugares, a caneta desliza sua história e assim espero levar um sorriso a alguém do outro lado do oceano.

Acho que sou mesmo das antigas, dessas que ainda escrevem cartas.

#AugustBreak2017

 

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Bratislava Postcard: Castelo

Quando Bratislava à primeira vista se mostrou distante do que chamaria belo, prometi que chegariamos aos cartões postais. Cá estamos: o castelo de Bratislava.

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As margens do rio Danubio, o castelo esteve sempre num ponto estratégico em mais de 1000 anos de história. Do alto de sua vista privilegiada, o castelo viu passar impérios e reinados – austriacos, hungaros, eslovacos –  viu guerras de armas e de totalitarismo. Foram tantas eras, reconstruções e reformas, que é díficil falar da originalidade de sua atual aparência.imageedit_12_7066915031

Pelo visto as reformas ainda não acabaram, embora tudo tenha um toque de absolutamente novo… até mesmo a vista do rio não escapa a onda de modernindade: Nový most, uma ponte sob o olhar vigilante de um disco voador.

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Mal posso esperar para ver Bratislava de dentro dessa espaçonave 😉

Dovidenia!!

P.S. O castelo abriga o Museu de Historia, mas está fechado esse mês de Julho. 
Veja mais informações  AQUI

Bratislava à primeira vista

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Štefániková ul. x Šancová ul. (momento tranquilo)

Chegando em Bratislava (tendo vindo de Praga) acabei por me perguntar: onde/como se perdeu pelo caminho a Europa dos cartões postais?

Saindo da rodoviária: uma dezena de pontos de ônibus, uma avenida movimentada e do outro lado um alto prédio envidraçado, outdoors anunciando uma operadora de celular; mais prédios de vidro até onde a vista alcança, um deles cilíndrico.

Saindo da estação, indo além das paradas de ônibus e trams, chega-se no coração do cruzamento de duas importantes avenidas – onde pedestres tem de recorrer às passarelas para chegar ao outro lado, seja ele o lado que for (vide foto acima).

Dito isso tudo, entendem agora o porquê do meus questionamentos? A Europa dos cartões postais, um retrato do Velho Mundo, com seus casarões de arquitetura de estilos que não sabemos nomear, mas cuja beleza é indiscutível. Bratislava, à primeira vista, não se encaixa nesses cartões postais.

Ainda bem que sempre podemos contar com a segunda, a terceira… a décima vista e a quinquagésima olhadela. Pois sim, o prédios espelhados por vezes refletem cartões postais arquitetônicos e a confusão do trânsito não se estende a área para pedestres onde mora a história aqui.

Cartões postais há… e chegaremos lá 😉imageedit_6_9642193604

Pošta, o correio tcheco

Depois de uma viagem, a volta pra casa é sempre carregada de lembranças, fotografias, souvenirs…e roupa suja, claro. Assim o é também pra mim, com exceção dos souvenirs. O motivo não é pão-durice; sempre acho que a lembrancinha não será boa o bastante para quem recebe ou representativa o bastante para fazer jus ao lugar visitado (bom, talvez seja um pouco de pão-durice também…hehe). Então os souvenirs substituo por cartões postais. Minha mãe enquanto esteve aqui, embora seja souvenirs-person, iniciou uma pequena coleção de postais com planos de dividir os lugares que visitou com os parentes no Brasil. Antes que eles tivessem o mesmo destino lamentável dos meus engavetados (veja post AQUI), fomos logo no correio, Česká Pošta.

Photo0298 Photo0299As fotos (de baixa qualidade) são da agência principal em Praga. Como vocês podem ver o lugar vale a visita. Só para nível de informação, esse pošta (que fica no centro) é praticamente non-stop funcionando diariamente das 2h da madruga até a meia-noite.

Das minhas experiências com cartas e selos por essas terras, a mais memorável deu-se em 2010. Uns poucos dias depois de chegar, precisava mandar uns documentos para o Brasil. Na necessidade de envelopes, fui encarar uma papelaria, papírnictví –  aliás já havia me aventurado antes para comprar uma lapiseira. Contrariando minhas expectativas, a atendente não falava inglês e, como já era de se esperar, eu não falava tcheco. Solução: brincar de mímica com a vendedora. Fiquei lá gesticulando com as duas mãos como se colocasse uma carta no envelope e dizendo pošta. Visualizou?! Na melhor das hipóteses eu era apenas uma rapper maluca dançando enquanto cantava ♫♪ pošta…pošta… ♪♫. Na pior das hipóteses eu estava fazendo um convite obceno (pois sim, minha linguagem gestual estaria perto de representar algo assim na ideia de um brasileiro). Muitos pošta depois, levamos nosso jogo de ‘imagem & ação’ para outro nível: desenhos. Aí foi fácil:

ENVELOPEBom, se você está na Republica Tcheca e não está afim de protagonizar uma história como a minha, pode achar útil esse artigo AQUI. No mais, espero que tenham se divertido com meu causo.

Das gavetas

Abri uma gaveta em busca de uma caneta e de lá começaram a saltar cartões postais. Não, isso não foi um sonho e também não estou apenas contando a você que minhas gavetas estão pedindo faxina e arrumação (muito embora elas estejam necessitadas mesmo).

Vim contar do ocorrido com a gaveta pois aquele amontoado de cartões postais me falam do tempo que passou e das histórias que não contei nem aqui no blog e nem para os meus – do contrário esses postais estariam agora perdidos em gavetas brasileiras depois de terem cumprido sua missão.

Mas nos últimos dias a vida tem sido só futebol. Outra Copa do Mundo, eu em Praga (veja 2010 aqui). Ao menos dessa vez não estou tão sozinha na torcida. Conheço outros brasileiros por aqui e um tcheco de coração mais brasileiro que alguns conterrâneos.

Ah…mas era pra falar das gavetas. Pois bem, no meio dos cartões saltadores encontrei a caneta e, esquecida do porque de querê-la anteriormente, resolvi fazê-la trabalhar para os meus. E ao pensar o que cabia a cada cartão postal, revisitei os lugares onde estive.

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Haja visto que seria impraticável dividir com vocês esses passeios via cartões postais, deixo aqui uma promessa: volto para lhes contar essas histórias (mesmo que seja entre um jogo e outro 😉 ).


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Far away, so close – blog da Pequena Gi