Estou em Santiago

“Sim, estou em Santiago de Compostela.”
Basta dizer isso que já posso ouvir o sorriso que acompanha interjeições animadas e vem seguido de um suspiro sonhador.

Vim à Espanha para descobrir que nunca soube embromar um espanhol e hoje até esgasgo no meu português. Estou na cidade peregrina e sei que soa esnobe dizer que não andei muito mais do que os quarteirões que separam o hotel do campus da universidade. Assim é o que trabalho me faz (ou assim é o que faço eu do trabalho).

Seja como for, Santiago já me encanta. Uma atmosfera ao mesmo tempo tranquila e animada; como viver em slow motion num filme de falatório acelerado. Uma cidade mística que esconde uma tentação em cada esquina, digo, uma tentação em cada padaria/café de esquina.

A Santiago dos sorrisos e interjeições ainda descobrirei. Quanto as tentações…imageedit_2_5404480140

porque algum motivo churros me fazem pensar no chaves… hihihi

Bookshelf 2016 in review

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“Toda luz que não podemos ver”

2016 foi um ano movimentado na minha estante de livros (real e virtual). Inspirada pelo dia do leitor que se aproxima (07 de janeiro), peguei um desafio de literatura e converti numa análise sobre as leituras do ano que passou. Aí vai:

– o melhor do ano: Toda luz que não podemos ver, Anthony Doerr

– o que menos gostei: Nas montanhas da loucura, H. P. Lovecraft

– o que me fez rir: A arte da procrastinação, John Perry (poderia citar muitos outros, mas escolhi o mais improvável)

– o que me fez chorar: Como eu era antes de você, Jojo Moyes (não no romance onde todas outras pessoas choraram, mas num momento de apoio entre irmãs)

– o que não consegui largar antes de terminar: O presente, Cecelia Arhen

– o que sofri para chegar ao fim: Alice no país das maravilhas, Lewis Carrol

– o que reli: Isso ninguém me tira, Ana Maria Machado

(depois de ‘anos na fila de espera’) enfim li: Shawshank redemption, Stephen King

– o que continua na fila de espera: The good soldier Svejk, Jaroslav Hasek

– o que continuarei a ler em 2017: Big magic, Elizabeth Gilbert

E você? O que me conta sobre suas leituras de 2016?

December reflections: My wish for 2017

… a job (to pay the bills) and my beloved Czech guy (to share the bills… hehe)imageedit_3_8570621311

Claro que há muito mais que desejo de 2017, quem não deseja…

– perder uns quilinhos
– dançar com mais frequência
– deixar de ser loira
– arrumar tempo na agenda pra dar um pulo no Brasil
– receber visitas da família
– ter meus artigos publicados
– ler mais James Rollins e também o recém-publicado livro do Zafón

Bom, talvez nem todo mundo compartilhe dos meus desejos sobre livros, artigos científicos e coloração de cabelo. Então me conte aí: 7 desejos para seu 2017.


Print.

Este post é minha participação no projeto December reflectionsproposto por Susanna Conway. Veja AQUI meus outros posts da série.

Since I moved to Bratislava

 

imageedit_2_8720641069Since I moved to Bratislava (272 days ago), I…

– spent 89 days out of Bratislava
– gave 13 lectures
– wrote (only) 39 blog posts
– read 15 books (including “Alice in wonderland”)
– started writing a journal with pen (and liked it)
– visited a number of castles and ruins
– walked 5+17+10 km in three days in the high Tatras
– sang “Gumdci medove” to keep the bears away (during the hike in Tatras)
– ate wild berries along the way
– saw the Sarajevo of Zlata
– had many (Bosnian & Slovak) ice-creams
– savored summery-breakfasts on our balcony
– cooked risotto funghi with the mushrooms we picked
– ate less popcorn, ate more nutella
– briefly sang “The sound of music” at Mirabell’s garden, in Salzburg
– danced to the 80’s-90’s music till 3 am
– spent my birthday in a SPA in Budapeste
– became (kind of) blond
– realized I was not born to be blond
– traveled by high-speed train in China
– tried some Chinese delicacies: duck’s tongue and preserved eggs
– treated myself daily with a shot of brandy (65% alcohol) while in China
– had an incredible allergic reaction (to shrimps?!)
– got a visit from my mother
– learned more about my family
– felt like home in Poznan, Poland
– bought a book at the airport to have some company
– was (surprisingly) open to people
– fell in love with my Czech guy (again)
– cried and made people cry
– smiled and made people smile too

🙂