Livros 2015

1. A sombra do vento, Carlos Ruiz Zafón

– Cedo para chamar de melhor do ano um livro lido em janeiro/fevereiro, mas ainda um forte candidato. (update: sim, foi mesmo o melhor do ano)

2. Adultério, Paulo Coelho

– Com um título desses, se eu disser que me identifiquei com alguns sentimentos da personagem corro o risco de ser mal interpretada (sem contar aqueles que já estão torcendo o nariz só por conta do autor). Pois sim, gostei da maneira sincera e objetiva com que Linda olha para si mesma.

3. Further under the duvet, Marian Keyes

– Nem sei dizer a quanto tempo estive lendo (e rindo) essa coletânea de textos da Marian Keyes e agora, depois de finalizado, não resisti correr os olhos por algumas das crônicas novamente. Confesso que fiquei relutante em deixar o livros seguir seu caminho no BookCrossing, mas ele merece ver outros sorrisos. Eis algumas das crônicas que eu gostaria de ‘guardar comigo’: Passport out of here, Cheaper than drugs, Stack ‘n’ fly, Once were worries, Life begins, Viva la resolution?, We really must get together this year. 

4. The egg and I, Betty MacDonald

– Mais um livro cuja leitura se estendeu por muito tempo. É certo que de início a dificuldade com o inglês (da década de 40) deu uma desanimada, mas lá pelas tantas me acostumei que seria assim e acabei fazendo amizade com Betty. Cheia de humor pra falar da sua vida (nada fácil) de fazedeira, Betty me cativou tal qual Frances Mayes – e no fim me vi querendo que não acabasse.

5. A rainha do castelo de ar, Stieg Larsson

– Li o segundo volume da série no final de 2012 e não consigo entender porque demorei tanto para ler este (o terceiro e último). Foi um período de puro envolvimento e sentimentos um tanto absurdos-reversos. Por exemplo, houve dias em que eu não queria mais ler de medo da Lisbeth fugir e sumir de vez do livro; houve dias em que eu não consegui dormir de ansiedade pelos acontecimentos do livro (e porque queria continuar lendo). Adorei, quisera houvesse mais Stieg Larsson 😦

6. Livro de mágoas, Florbela Espanca

– Gosto do fim do livro, pois quem pode dizer que não acontece de estarmos “Sempre a pensar na dor que não existe…” ?! Por outra lado, tantas vezes reconhecemos que “a Dor não fala, anda sozinha…” e desejamos, como Florbela que ela a nós se explicasse.

7. Me, myself and Prague, Rachael Weiss

– Tantas vezes concordei com o relato dessa australiana sobre suas vivências em Praga – assim como outras vezes discordei; embora entenda que acontece precisar ‘enfeitar’ a realidade para vendê-la em livros. De toda forma, recomendo as risadas aos expats que fizeram (ou tentam fazer) de Czechlands sua casa.

8. Pensar é transgredir, Lya Luft

– Leitura pararela, uma crônica aqui, um causo ali, uma conversa para me distrair da agitação do dia e colocar as minhocas que habitam minha cabeça para dormir.

9. O jogo do anjo, Carlos Ruiz Zafón

– Quando aos 90% o livro parecia distante de apresentar um desfecho, me assustei. E o livro acabou e continuo a esperar pelo fim. Záfon foi o mesmo brilhante que conheci em ‘A sombra do vento’… brilhante até que se perdeu final.

10. If you could see me now, Cecelia Arhen

– Confesso que num dado momento me peguei questionando se o livro não era desses ‘marginais’, tipo série ‘Sabrina’ que se vendia (vende?) em banca de jornal. Mas o toque de conto de fadas irreal do livro de Cecelia me faz concluir que se esse livro fosse vendido como um volume da série, ‘Sabrina’ não é assim tãaaaao ruim afinal.

11. Amor impossível, possível amor, Pedro Bandeira & Carlos Queiroz Telles

– Esbarrei nesse livro por acaso e foi minha adoração juvenil pelo Pedro Bandeira que me fez me fez virar adolescente por umas horinhas de leitura. Acho que foi um bom intermezzo entre Cecelia e qualquer que seja o próximo livro que hei de ler.

12. Verônica decide morrer, Paulo Coelho (releitura)

– Para aqueles acham que pensar na morte não faz parte da vida.

13. Diário de Zlata – a vida de uma menina na guerra, Zlata Filipovic

– Um livro triste, para uma semana triste. Um livro que me ajudou a entender que o que chamo ‘problemas’ são apenas ciscos nos meus olhos.

14. The doomsday key, James Rollins

– Com exceção das cenas à la Indiana Jones, foram horas e horas de lazer bem aproveitadas na companhia desse livro.

15. Teorema Katherine, John Green

– Que me perdoem os fãs do John, mas eu ainda não sei dizer o que me fez ler esse livro até o final. E olha que há uma pseudo-matemática nessa história, mas o personagem principal me irritava em seu nível de egoísmo/ingenuidade – lembrando ao mesmo tempo um ex-namorado e um amigo.

16. Cartas de amor de uma peregrina ao Caminho de Santiago, Antonella Zara

– Um livro para uma semana em que eu realmente quero (preciso?!) acreditar. Deixei de lado meu racionalismo para acompanhar a caminhada de Antonella. Se algo ficou não sei, mas ao menos pelo caminho da leitura me acalmei.

17. Cem anos de solidão, Gabriel Garcia Marquez

– Nunca entendi bem essa história de Nobel de literatura, mas depois deste livro faço crer que é uma forma de celebrar a arte-escrita. Afinal, nem sempre é o que se conta mas como se conta que faz a diferença. Me disseram que este é um livro que ou se ama ou odeia, então amo.

18. Bom de briga, Markus Zusak

– Mais uma vez Zusak consegue me colocar dentro do universo de pensamentos de um rapaz – aliás, essa é apenas mais uma estória da família Wolfe, personagens do livro A garota que eu quero

19. O prisioneiro do céu, Carlos Ruiz Zafón

– Záfon foi, mais uma vez, poético para contar uma estória cheia de sombras. Sua escrita é o tipo que me faz suspirar pensando: Ah, se eu soubesse juntar as palavras dessa maneira. Espero ansiosamente a publicação do último livro da série.

20. Marina, Carlos Ruiz Zafón

– Comecei e abandonei outros dois livros antes de me render esse livro que Záfon diz ter sido escrito para jovens-de-coração. No começo me senti feliz de ter mais uma dose de Záfon; embora seja uma estória mais fantástica, com uma escrita mais simples.

10741092 Livros abandonados: Assasinatos na Academia Brasileira de Letras, Jô Soares (li pouco mais de 20% e não irei além disso); Bridget Jones – Louca pelo garoto, Helen Fielding (li 30% e embora não tenha desgostado de todo, não sei se consigo engolir Bridget como mãe).

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6 respostas em “Livros 2015

  1. Gi, Cem anos de solidão está na minha lista! Inclusive, já até o comprei.
    Eu sempre quis perguntar se vc já leu algum dos livros do Karl Ove Knausgard.
    Tenho os dois primeiros, da série ‘Minha luta’, e já li o primeiro. Eu acho esse escritor genial.
    Queria alguém para trocas figurinhas sobre seus livros! 😊

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