Voltei!

DSC05391

Olá, Praga! Pois sim, voltei!

Um ano na Eslovaquia num piscar de olhos. Um piscar de olhos e já se somam dias suficientes para dizer que há um mês tenho um novo cep, num novo-velho conhecido país, Republica Tcheca. Não sabia que minha ausência no blog haveria de encobrir o fim e o começo de tudo. Mas também não sabia quão necessario seria nos mudarmos antes que abril chegasse.

24.03 – 31.03: uma semana de necessaria limpeza, desentendimentos, burocracias, mais limpeza, caixas cheias, caixas vazias, móveis sofridamente montados, moveis carinhosamente celebrados, coisas organizadas, coisas apenas temporariamente escondidas… uma semana de pizza e coca-cola.

Um mês em Praga. Aqui e ali ainda tropeçamos na bagunça, mas olhando ao redor já se sente uma atmosfera de casa. No mais, quero cortinas de renda, vasos de tulipas, um cantinho aconchegante para ler. Quero fotos nas paredes e cadeiras na varanda. Quero visitas e jantares. Quero o ar companheiro do dia-a-dia, pois isso sim faz/fará daqui um lar.

Praga, estou de volta (espero que agora seja mesmo para ficar).

Das batalhas encenadas

É sábado, no sofá curtimos nosso momento de preguiça pós-café da manhã (às 13h) até que um som abafado nos chama à sacada. Parecem explosões/fogos ao longe. Num estalo (literalmente) me dou conta do que está acontecendo. “Perdemos a batalha de Lamač, digo ao tcheco. Sim, estou falando do fim da guerra Austro-prussiana; mas ganhar ou perder é algo já de longe determinado. O que estava acontecendo então?
Uma encenação da tal batalha.

cannon

Não acompanhamos a ‘vitória’ austríaca em defesa de Bratislava. Mas chegamos a tempo de ver ainda os soldados — vencedores e perdedores.

bataioncamp

Mas de batalhas encenadas, outra sim acompanhei de verdade: a batalha de Bilá Hora — a batalha da Montanha Branca. Um marco no fim da participação da Bohemia (i.e. Czechia) na Guerra dos Trinta Anos; uma guerra talvez chamariam santa, haja visto a briga dos interesses políticos se dividiam em catolicos e protestantes.

A encenação de 2015 aconteceu num sábado fresco de setembro em Bilá Hora mesmo, hoje um distrito de Praga. Tentei “recriar” o teatro aqui pra vocês. Enjoy! gif-batalha

Uma estrada qualquer na Moravia (Czechia)

Sexta-feira. De manhã estou na faculdade de engenharia como que promovendo gauge integrals. A tarde, visita burocrática no instituto. A noite, as ensolaradas 18h, estamos em terras tchecas. E depois de jantar sopa de feijão e falar de pés de tomates selvagens, estamos na estrada. Uma estrada qualquer, que talvez até fosse para num calendário; dessas com uma fileira de árvores de cada lado a determinar onde termina a estrada e onde começam as plantações, ainda verdes, de trigo. Uma estrada que noutra vida deve ter sido um passeio que viu muitos glutões. Suas árvores não são puramente frondosas, são cerejeiras – hoje carregadas de frutos num provocativo vermelho a atiçar os motoristas.

Sexta-feira, noite clara, e estamos pendurados nos galhos dessas provocadoras.image

E embora sejam árvores sem dono, parece existir um suculento sabor de fruto surrupiado somado ao doce-azedo de cada cereja. Não há sacolas, não se trata de  algo premeditado. Tudo acontece no aqui-agora, o quanto couber nas mãos, na boca e no estomâgo.image

Na volta pra casa, língua de fora – como se isso pudesse aumentar a capacidade de armazenamento do estômago.image

Na volta pra casa, apontam a estrada das peras, das nozes… e minha gula da pulos de ansiedade, já sonhando o outono na Moravia que há trazer essas delícias 🙂

Recebendo o ano novo (em dose dupla)

DSC04215

Fogos na virada, sim senhor. Mas aqui o que se segue à contagem regressiva é apenas a primeira boas vindas ao novo ano. Além do show a meia noite (promovido pelos hoteis e restaurantes), há ainda uma queima de fogos nas primeiras horas da noite do primeiro dia do ano, i.e., às 18 horas do dia 01.01 o espetáculo se repete (dessa vez com dinheiro da prefeitura). A queima de fogos (oficial) que acontece na noite do dia 1º não é mera festividade de Reveillon, vem celebrar também a formação da República Tcheca enquanto país (veja mais sobre os fogos de 2016 AQUI). Há quem diga que a queima de fogos às 18h é a festa de ano novo das famílias (já que os bêbados da virada possivelmente ainda estão em casa curando a ressaca…hehe).

Seja pelo motivo que for, não acho ruim assistir a duas queima de fogos. Praga é ou não é o lugar para festejar a chegada de um novo ano?! 😉

Intriga

Resoluções de Ano Novo por aí?!
Com as palavras de Daniely Duarte, do blog Uma boa dose, venho lhe desejar um feliz 2016 e sucesso em suas resoluções.

Uma Boa Dose

Promessas são intrigantes.
Não sou muito de prometer, porque acredito que afirmações de compromissos do futuro têm grande poder sobre o que temos pouquíssimo controle. Quando prometemos, entregamos nosso amanhã a um plano determinado e permitimos que expectativas ocupem o espaço inexistente entre o agora e o depois. Criamos uma noção diferente de tempo, que nos envolve em questões como honra, fé e decepção. Em busca de conhecermos minimamente o futuro, deixamo-nos a esmo da combinação de nossos esforços com o acaso.

Mas as promessas também são nosso mais alto grito de esperança. Com elas, marcamos nossa capacidade de acreditar e de nos comprometer com o desconhecido. Escancaramos nossa coragem e nossas crenças do presente, expandindo nossos princípios à continuidade. Batemos nos ombros dos nossos eus do futuro, pedindo-os que não abandonem nossas decisões de agora. E, mesmo assim, durante o caminho, devemos lembrar que estaremos seguindo placas em uma…

Ver o post original 95 mais palavras