Estrada

– Mamy, cheguei! Só liguei pra dizer que correu tudo bem na viagem e já estou em casa.
– Que bom filhinha. Antes me conta só uma coisa: qual lugar você achou mais bonito?
– A estrada, mamy. O melhor de tudo foi viajar de ônibus na Toscana e olhar pela janela.
– Ai, ai…só você mesmo pra dar uma resposta dessa Gi.

Diálogo verdadeiro (bom…talvez minha mãe não tenha me chamado de filhinha…rsrs)

Na estrada, depois de algumas horas em estado contemplativo resolvi sacar minha câmera e ver o que virava.

siena 015Apesar de ser uma pobre representação espero que tenham gostado da vista da janela.

E por falar em estrada lembrei desse texto que é perfeito pra esse post.

Quando você partir, em direção a Ítaca,
que sua jornada seja longa,
repleta de aventuras, plena de conhecimento.
(…)
Não perca Ítaca de vista,
pois chegar lá é o seu destino.
Mas não apresse os seus passos;
é melhor que a jornada demore muitos anos
e seu barco só ancore na ilha
quando você já estiver enriquecido
com o que conheceu no caminho.
(…)
Se, no final, você achar que Ítaca é pobre,
não pense que ela o enganou.
Porque você tornou-se um sábio, viveu uma vida intensa,
e este é o significado de Ítaca.
KONSTANTINOS KAVAFIS (1863-1933)

Começando pelo fim

Fui viajar. Meu orientador esteve fora numa conferencia então tirei uns dias de folga. Se não contei antes é porque tenho minhas superstições, entende?!

Quando digo que começo pelo fim é porque vou mostrar um pouco da última cidade que visitei nesses dias (sim, eu visitei mais de uma cidade. Na verdade, mais de um país…e sai pra lá com sua inveja…rs).

Scusa, num disse que a cidade é Roma 😉

Saindo da estação de trem (feiosa) fui pro Vaticano. Na Basílica de São Pedro pensei em um amigo pra quem essa visita teria um significado todo especial. Ele não pode ir comigo, mas que de certa forma estava lá (no meu coração).

é um mosaico, acredite-me

dispensa apresentações né?

Ok, eu estava na Itália, mas ao contrário do que vocês podem imaginar minha felicidade gastronômica foi um pão com mortadela (coisa que eu não comia faz tempo) e esse salgadinho (quase um fandangos).

Na Roma antiga, como que anunciando o Coliseum, as ruínas do foro.

Estava eu pensando na vida, sentada de frente para o ‘simples’ Monumento a Vittorio Emanuele II, mapa aberto no colo, quando um italiano se aproximou: “Posso aiutarla?Na verdade eu não precisava de ajuda, mas achei tão gentil da parte dele que perguntei onde ficava uma rua qualquer. Conversando uma mistura de portunhol-inglês-italiano, fomos caminhando pra Fontana di Trevi, famosa pela cena do filme La Dolce Vita, de Fellini.

Dispenso o convite pra jantar entrando num McDonalds (quer ofensa maior pra um italiano que trocar um prato de massa e vinho por um x-burguer?). No caminho pro hostel pausa pra uma foto na Piazza dela Republica

E então pernas pra cima

Na manhã seguinte um café na Piazza Navona, ponto de encontro de pintores e escultores e também onde fica a embaixada brasileira…chic bem!!

Por fim, para me lembrar que a folga acabou e tenho que voltar pra vida matemática:

E ainda que eu tenha adorado a experiência de viajar sozinha não posso evitar a pergunta: será que sou um número primo??