De volta à Munique

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Marienplatz – Munique

6 anos se passaram. E embora eu nunca tenha me esquecido da daquela viagem à Munique, há tão pouco de que me lembre.

Enquanto preparava o roteiro de um dia na cidade, apesar do mapa fazer completo sentido aos meus olhos, percebi que pouco (ou nada) saberia dizer dos pontos turísticos. Karlstor. Dom. Peterskirche. Viktualien markt. Residenz. Hofgarten. Nymphenburg Scholss.

Munique tem tanto oferecer que fiquei um pouco envergonhada em reconhecer que minhas lembranças se resumiam a umas horas de Oktoberfest, uma estação de metro com meu nome, uns telhados decorados e um “show de bonecos” na prefeitura. De repente me fora dada outra oportunidade de descobrir a cidade. Eis o resultado:

* percebi que a estação de trem está perto de tudo;
* encontrei a tal ‘pegada do diabo’ na catedral;
* vi Marienplatz do topo dos 300 degraus da torre da igreja de S. Peter (foto acima);
* me enamorei (novamente) da feirinha em Viktualien;
* entendi que o show do Glockenspiel em Rathaus tem hora certa para acontecer (11 am e 12 pm);
* carros, carros e carros no BMW museum;
* admirei Residenz em suas salas e todas as jóias que guarda;

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Antiquarium – Residenz

Dentre todas as novidades que Munique revelou nessa viagem, foi bom poder contar também com o conforto do conhecido: boa cerveja, boa comida e boa companhia na festiva atmosfera da Hofbräuhaus.

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Dresden: third time’s a charm

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Julho 2010… Janeiro 2013…
Setembro 2014.

A mesma cidade, três visitas distintas. Assim aconteceu Dresden para mim. Claro que fatores de tempo, estação e companhia influenciaram para que fosse assim; mas cada visita ditou seu próprio ritmo e enfoque.

2010, um dia ensolarado de verão: uma ânsia de passar por todo lugar – sem de fato, estar em lugar nenhum. Na época fiz um post bem preguiçoso para mostrar o passeio (veja AQUI)

2013, o segundo dia do ano: frio (mas nem tanto), uma atmosfera natalina ainda pairava sob a cidade e pedia um andar mais calmo; demorando em saborear o silêncio de uma igreja ou um vinho quente, Glühwein.

Dresden em 2014, foi resultado de uma conferência (do namorido – eu fui apenas passar o dia). Já sabia o que esperar do passeio…ao menos era isso que eu pensava. Na verdade, achava até que faria a vez de guia turística.

Não foi bem assim. Eis me aqui para falar da Dresden que meu tcheco me mostrou.

Primeira parada: Volkswagen, transparent factory.
A quinze minutos de caminhada do centro, tendo por vizinho o parque Große Garten, a fábrica ostenta um moderno design em paredes envidraçadas – cumprindo o que sugere o título transparente. Num tour guiado, acompanhamos o processo de montagem dos carros de luxo (e personalizados) lá produzidos. Claro, que tudo muito organizado e moderno, além de silencioso e… manual. Poderia usar muitas palavras para tentar explicar o que vi (fotos não são permitidas, óbvio), mas tudo que eu disser vai refletir apenas o fato de que eu ADOREI (e não, não estou ganhando nada pela propaganda, infelizmente).
Tours em inglês: 12h, 15h e 17h

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Die Gläserne Manufaktur

Numa esticadinha da fábrica ao Große Garten (apenas fazendo hora enquanto aguardávamos o tour agendado), nos mesclamos aos alemães que, como nós, só queriam aproveitar o dia ensolarado.

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- Sommer Palais -

– Sommerpalais –

De volta ao centro, hora do almoço. Almoço… humm… interessante: uma sopa doce (calda de cereja com um toque de leite vaporizado); salada de sausage (leia-se, ingredientes para um salpicão sem a maionese). Ao menos teve boa cerveja para me salvar da desastrosa escolha.

Uns poucos passos do restaurante, a igreja luterana com forte influência barroca – e dada a ausência de sobremesa me faz pensar em bolo com glacê.

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– interior da igreja –

Brincadeiras a parte, muita história envolve Frauenkirche, que é sem dúvida um símbolo da superação da Segunda Guerra Mundial – quando foi totalmente destruída.

No plano para nosso dia também estavam previstos alguns lances de escada (precisamente, 256 degraus) e Dresden vista do alto da torre da Kreuzkirche.

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Para o merecido descanso, fizemos uma pausa num cafe charmoso (a quem interessar possa: Cafe Latte Art). A intenção era satisfazer minhas lombrigas desejosas de waffles. Pedi com chantilly e frutas vermelhas. Tão lindo e delicioso que tive pressa em comer, sem tempo para fotos.

Com as minhas 7 horas de passeio próximas do fim, insisti uma olhadinha no Brühlsche Terrasse, também chamado The balcony of Europe.

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Sim, continua lindo como eu me lembrava.

Third time’s a charm… e assim, meu guia fez valer o ditado.

Um biergarten

Biergarten = cervejaria ao ar livre (?!)

Foi onde almoçamos em Munique e também a feirinha mais linda que já vi. Eu poderia ficar horas e horas andando por lá.

cuidado, espeta!!

Me deu uma saudade de brincar de casinha. Aqui num tem graça (e também num tem minha chaleira que apita, nem meu kit de panelinhas, nem meu jogo de jantar de pratos quadrados, nem…)

Oktoberfest 2010

Eu fuuui!! E não foi num ano qualquer foi na comemoração de 200 anos. Desculpe, mas acho que eu tinha direito a 5 minutos de exibicionismo (e vocês a 15 min de inveja, sem prorrogação).

Diferente do que eu pensava a Oktoberfest é uma festa familiar e também a maior concentração de gente bonita que já vi, incluindo os policiais (certeza é uma comissão de mulheres que escolhe os que vão trabalhar na festa).

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munique 149Um exercício válido levantar essa caneca de 1 litro (que por sinal escondia todo meu rosto). Depois da caneca vazia fomos andar de montanha russa.

festa continua…munique 140