Estou em Santiago

“Sim, estou em Santiago de Compostela.”
Basta dizer isso que já posso ouvir o sorriso que acompanha interjeições animadas e vem seguido de um suspiro sonhador.

Vim à Espanha para descobrir que nunca soube embromar um espanhol e hoje até esgasgo no meu português. Estou na cidade peregrina e sei que soa esnobe dizer que não andei muito mais do que os quarteirões que separam o hotel do campus da universidade. Assim é o que trabalho me faz (ou assim é o que faço eu do trabalho).

Seja como for, Santiago já me encanta. Uma atmosfera ao mesmo tempo tranquila e animada; como viver em slow motion num filme de falatório acelerado. Uma cidade mística que esconde uma tentação em cada esquina, digo, uma tentação em cada padaria/café de esquina.

A Santiago dos sorrisos e interjeições ainda descobrirei. Quanto as tentações…imageedit_2_5404480140

porque algum motivo churros me fazem pensar no chaves… hihihi

De volta à Munique

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Marienplatz – Munique

6 anos se passaram. E embora eu nunca tenha me esquecido da daquela viagem à Munique, há tão pouco de que me lembre.

Enquanto preparava o roteiro de um dia na cidade, apesar do mapa fazer completo sentido aos meus olhos, percebi que pouco (ou nada) saberia dizer dos pontos turísticos. Karlstor. Dom. Peterskirche. Viktualien markt. Residenz. Hofgarten. Nymphenburg Scholss.

Munique tem tanto oferecer que fiquei um pouco envergonhada em reconhecer que minhas lembranças se resumiam a umas horas de Oktoberfest, uma estação de metro com meu nome, uns telhados decorados e um “show de bonecos” na prefeitura. De repente me fora dada outra oportunidade de descobrir a cidade. Eis o resultado:

* percebi que a estação de trem está perto de tudo;
* encontrei a tal ‘pegada do diabo’ na catedral;
* vi Marienplatz do topo dos 300 degraus da torre da igreja de S. Peter (foto acima);
* me enamorei (novamente) da feirinha em Viktualien;
* entendi que o show do Glockenspiel em Rathaus tem hora certa para acontecer (11 am e 12 pm);
* carros, carros e carros no BMW museum;
* admirei Residenz em suas salas e todas as jóias que guarda;

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Antiquarium – Residenz

Dentre todas as novidades que Munique revelou nessa viagem, foi bom poder contar também com o conforto do conhecido: boa cerveja, boa comida e boa companhia na festiva atmosfera da Hofbräuhaus.

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Primeiro de maio, (em Praga) dia do amor

Primeiro de maio, dia de subir Petřín, beijar sob as cerejeiras e com isso receber as bençãos de um amor jovem pelas mãos do poeta que escreveu Máj — ou assim reza a lenda do den lásky, o dia do amor em Praga.

Aí você me lembra que não estou em Praga.
Pois é, esse ano não houve Petřín para nós; mas o dia do amor, esse ‘inventamos’ ainda em março, ainda em Czechlands, sob amendoeiras em flor.imageedit_3_4377648830

Mesmo não eternizado pela poesia de Mácha, um jardim em Hustopeče tem chamado atenção, criando quase um local den lásky em meados de março, quando florescem as amendoeiras.

Então, num sábado ensolarado, percorremos os 32 km que separam Hustopeče de Brno, na Moravia do sul, e fomos descobrir a beleza das amendoeiras que ainda não se tinham desmanchado numa chuva de pétalas.imageedit_8_6068407479imageedit_11_4357970017

Entre aquelas árvores que, ignorando as marcas da avançada idade, se enfeitavam de flores eu pensava em Maria Betânia e sua canção Depois de ter você. “.. pra que amendoeiras pelas ruas?”, ela canta. Acho que numa visita a esse jardim em Hustopeče e entende-se o porquê. Pra que amendoeiras?! Para ‘abençoar’ os casais que se beijarem sob seus galhos floridos com um amor sempre jovem… como numa versão da (romântica) lenda que se perpetua em Petřín. 

P.S. A popularidade desse jardim tem crescido e nos últimos anos o desabrochar das flores acompanha uma série de eventos (veja AQUI para o festival ocorrido em 2016).

Mikulov e o Vinobraní

“Mikulov is situated in the very heart of a wine region”

…a descrição, tomada emprestada do site oficial da cidade, só mais poética ao dizer o mesmo que o sábio Wiki: “Mikulov is a centre of Czech wine-making”. Isso tudo só confirma que estive no lugar certo para a festa do Vinobraní (que anunciei no último post AQUI, e aconteceu há duas semanas).

Estive em Mikulov uma dezena de vezes, mas nunca antes fui ‘recebida’ por Baco em pessoa ou pela comitiva do rei.

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Eis as evidências do Vinibraní, a cidade em festa como um todo.

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– acesso a praça principal –

imageedit_13_2477077525Mesmo o castelo de Mikulov entrou na programação: o jardim virou ‘palco’ de teatro; o super-mega barril, escondido nos ‘calabouços’, estava aberto a visitação; no salão de festas, os premiados vinhos do festival que aconteceu em maio estavam disponíveis para degustação (pagando, lógico).

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Mas na festa do vinho jovem o negócio é fazer vinho.

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eis o prefeito trabalhando pela cidade

eis o prefeito trabalhando pela cidade

File 28.09.15 21 18 44E enquanto eles mostravam como se faz, eu vivia meu momento ‘Caminhando nas nuvens’ (tive de me conter para não cantar o la-la-la-la do filme junto com o coral das senhorinhas).

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O resultado da demonstração foi apenas suco de uva, mas opções de burčák não faltavam – cada dois passos uma vendinha. Na dúvida de qual escolher tomei uns três copos (e claro que isso teve suas consequências não tão boas mais tarde… hehe). Encerramos a festa assistindo (comportadamente) o show de Michal Hrůza:

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Próximo Vinobraní só ano que vem, mas espero voltar qualquer hora dessa para mostrar mais de Mikulov 😉

>> créditos da imagens: namorido!

Lisboa: 7 dias num piscar de olhos

Difícil acreditar que já se passou um mês desde que estive ‘mais perto’ do Brasil. Pois é, quando disse que “estar em Lisboa seria o mais perto Brasil que eu poderia chegar por agora” não sabia o quanto de verdade se escondia nessas minhas palavras. De fato, estando em Lisboa pude me sentir em casa, em terras brasilis… para o bom (língua portuguesa, comida boa, carisma das pessoas…) e para o ruim (trânsito caótico, desorganização…).

Os 7 dias que lá estivemos – distribuídos entre matemática e turismo – aconteceram num piscar de olhos. Se eu tivesse de escolher um pedacinho agradável de cada um desses dias, eis o que seria:

dia 1: a atmosfera leve da feirinha em Bairro Altoimageedit_3_5194665078

dia 2: croquetes, risoles e salgadinhos (como deve ser uma festinha)

* não há foto…comi tudo 😀 *

 

dia 3: Mosteiro dos Jerónimos… um espetáculo!imageedit_6_2436545971dia 4: Cabo da Roca, o ponto mais a oeste da Europa (realmente o mais perto que pude chegar do Brasil)imageedit_9_3542285468dia 5: livros…livros…imageedit_13_3534730426

dia 6: conhecer pessoalmente quem já conheço no virtual; Lyria, que escreve o blog Viver a vida em Portugal imageedit_1_5651567354

dia 7: Campo Pequeno e cantarolar ‘El Toreador’, da ópera Carmemimageedit_16_9646949172