Sanca: minha cidade

“Só conhecemos uma cidade na qual já fomos muito alegres e muito tristes, apaixonados e solitários”
– Calligaris – Romance , poesia e Veneza
(Folha de SP, 21/07/2011)

As palavras não são minhas mas falam muito de minha relação com Sanca. Aqui fui aluna, professora, amiga, amante. Aqui cantei em coral, lutei kendô, cozinhei, estudei, estudei, estudei… Aqui tive o coração partido (algumas vezes), curei o coração com outras paixões. Aqui fui triste e também imensamente feliz.

Então, arrisco dizer: sim. conheço esta cidade. Mas se as palavras fossem minhas com certeza diria que:

“Só amamos uma cidade na qual já fomos muito alegres e muito tristes, apaixonados e solitários”

Sim, amo esta cidade. Então, Sanca, até mais ver.

 

P.S. Este post encerra a série “Sanca: fotos, fatos, músicas”. Veja os post anteriores AQUI

Sanca…

…meu infinito particular

Eis o melhor e o pior de mim
o meu termômetro, meu quilate

Vem, cara, me retrate
Não é impossível
Eu não sou difícil de ler
Faça sua parte
Eu sou daqui, eu não sou de Marte

Sanca: descobertas (musicais)

Contei que Alanis povoou meus primeiros anos em Sanca. E foi ainda lá nas kits do 75B que tantos cantores começaram a ter nome, tantas músicas começaram a ter letra (lembram as cantorias regadas a Bryan Adams, meninas?!).

Ao regressar pra Sanca, vivi uma enxurrada de seriados, mas foi especialmente Grey’s Anatomy que me conduziu a uma infinidades de descobertas musicais. Uma dessas descobertas, que veio primeiro como indicação da MC, ‘carrego comigo’ desde então e por isso não poderia faltar aqui: Ingrid Michaelson + Grey’s Anatomy

‘cause all I can do is keep breathing…now

P.S. Outros posts do projeto “Sanca: fotos, fatos, músicas” você encontra AQUI

Sanca: cotidiano

Todos os dias chego no laboratório por volta da hora do almoço, digo meu bom-dia/boa-tarde ao porteiro. Muitas das vezes quem está na portaria é um guardinha emburrado, que me entrega a chave sem nem me olhar na cara – quando é assim subo as escadas rezando pra um deus-qualquer-que-seja que tal mau humor não me contamine. Umas poucas vezes dou sorte de encontrar um guardinha simpático (que já chegou até a me chamar de ‘meu anjo’), que me entrega a chave sorrindo – sabe essas pessoas que fazem sua tristeza (se houver alguma) parecer falta de educação?! E foi num desses dias de sorte na portaria, quando eu já me dirigia às escadas, que aconteceu.

– Que dia é hoje? –  um rapaz pergunta ao segurança da entrada

– Dia 5

– 5 do quê?

– Dia 5 de abril

Estou longe, já não escuto o restante da conversa, mas penso comigo mesma: “Que rapaz perdido. Como assim não sabe que mês estamos?! Será que também perguntou em que ano estamos?! Será que ele é um viajante do tempo?! ”

(…)

E todos esses pensamentos me conduzem a uma dúvida muito mais vital: será que pensar todas essas coisas me caracterizam como louca?! Que nada! Eu faço matemática, um viajante do tempo aqui ou ali são meros acontecimentos cotidianos.

P.S. Outros posts do projeto “Sanca: fotos, fatos, musicas” estão disponíveis AQUI