Temporariamente fora de serviço

Fevereiro, o mês mais curto do ano. Quão irritante clichê é essa frase?!

2/1/2017 – começa Fevereiro
… e quando me deparo com o estilo americano de comunicar datas, quero esquecer a convenção mês-dia-ano, quero acreditar que esses números vem me dizer que o ano só começou.

Apenas mais dois meses na Eslovaquia.
Se Fevereiro será curto, Março mais ainda. Entre relatórios finais e caixas de mudança, sei que esse blog vai ficar esquecido junto com as roupas que não serão usadas até que chegue o sol de Abril. Por isso:

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O blog encontra-se temporariamente fora de serviço.
Volto em breve (com um novo cep, em um novo-velho país).

Criando monstros (ou vamos falar de cadernos)

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Pouca escrita por aqui, hein? Isso é mero reflexo do meu eu sem um journal em 2017. Até comecei um caderninho que (bobocamente) chamo “365 drops of happiness”. Ali venho coletando um paragrafo, uma frase ou uma palavra que represente aquilo que me fez sorrir a cada dia (so far so good). Mas um journal, com os detalhes suculentos (doces ou lacrimosos), esse ainda não aconteceu.

Claro que a urgencia de um journal aumenta com o fato de eu estar viajando. Aí entrei numa loja (com varias inutilidades maravilhosas) e comprei o caderno da foto.

Paginas em branco como gosto, tudo cheirando a novo… pergunta se escrevi?! NADA. Não consigo. Bloqueio criativo? Creio que não.

Se eu contar meus porquês, promete não rir?

Ok, lá vai… estou inimidada. Pois é, intimidada. A frase da capa que me pareceu tão esplendida, agora me assusta: “Caderno com superpoderes para ter grandes ideias”

Grandes ideas?! Eu?! Sou 1.59 m de pura dúvida.

Ainda preciso de um journal. Talvez para isso deva esquecer a liberdade das folhas brancas e aceitar andar na linha (mesmo que sejam apenas nas linhas de um caderno). Afinal o diário dos ultimos dias, minhas impressões de Santiago, agora seguem pelo correio nos cartões postais que despachei. Não posso continuar assim… haja cartões postais

Quanto a libreta con superpoderes?! Essa continuará na mesa, me atraindo e repelindo.

Estou em Santiago

“Sim, estou em Santiago de Compostela.”
Basta dizer isso que já posso ouvir o sorriso que acompanha interjeições animadas e vem seguido de um suspiro sonhador.

Vim à Espanha para descobrir que nunca soube embromar um espanhol e hoje até esgasgo no meu português. Estou na cidade peregrina e sei que soa esnobe dizer que não andei muito mais do que os quarteirões que separam o hotel do campus da universidade. Assim é o que trabalho me faz (ou assim é o que faço eu do trabalho).

Seja como for, Santiago já me encanta. Uma atmosfera ao mesmo tempo tranquila e animada; como viver em slow motion num filme de falatório acelerado. Uma cidade mística que esconde uma tentação em cada esquina, digo, uma tentação em cada padaria/café de esquina.

A Santiago dos sorrisos e interjeições ainda descobrirei. Quanto as tentações…imageedit_2_5404480140

porque algum motivo churros me fazem pensar no chaves… hihihi

Bookshelf 2016 in review

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“Toda luz que não podemos ver”

2016 foi um ano movimentado na minha estante de livros (real e virtual). Inspirada pelo dia do leitor que se aproxima (07 de janeiro), peguei um desafio de literatura e converti numa análise sobre as leituras do ano que passou. Aí vai:

– o melhor do ano: Toda luz que não podemos ver, Anthony Doerr

– o que menos gostei: Nas montanhas da loucura, H. P. Lovecraft

– o que me fez rir: A arte da procratisnação, John Perry (poderia citar muitos outros, mas escolhi o mais improvável)

– o que me fez chorar: Como eu era antes de você, Jojo Moyes (não no romance onde todas outras pessoas choraram, mas num momento de apoio entre irmãs)

– o que não consegui largar antes de terminar: O presente, Cecelia Arhen

– o que sofri para chegar ao fim: Alice no país das maravilhas, Lewis Carrol

– o que reli: Isso ninguém me tira, Ana Maria Machado

(depois de ‘anos na fila de espera’) enfim li: Shawshank redemption, Stephen King

– o que continua na fila de espera: The good soldier Svejk, Jaroslav Hasek

– o que continuarei a ler em 2017: Big magic, Elizabeth Gilbert

E você? O que me conta sobre suas leituras de 2016?

December reflections: My wish for 2017

… a job (to pay the bills) and my beloved Czech guy (to share the bills… hehe)imageedit_3_8570621311

Claro que há muito mais que desejo de 2017, quem não deseja…

– perder uns quilinhos
– dançar com mais frequência
– deixar de ser loira
– arrumar tempo na agenda pra dar um pulo no Brasil
– receber visitas da família
– ter meus artigos publicados
– ler mais James Rollins e também o recém-publicado livro do Zafón

Bom, talvez nem todo mundo compartilhe dos meus desejos sobre livros, artigos científicos e coloração de cabelo. Então me conte aí: 7 desejos para seu 2017.


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Este post é minha participação no projeto December reflectionsproposto por Susanna Conway. Veja AQUI meus outros posts da série.